Informamos que nos dias 15 de Dezembro de 2023 à 07 de Janeiro de 2024 não haverá expediente no ESCRITÓRIO CONTÁBIL CONFIANÇA.
Retornaremos nossas atividades no dia 08 de Janeiro de 2024
Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro.
Boas Festas e um Próspero Ano Novo.
🎄✨💥🥂
Setembro é o mês dedicado à prevenção do suicídio. O movimento Setembro Amarelo joga luz sobre a importância de falar sobre saúde mental, um tema que, por muito tempo, foi tratado como tabu. No ambiente de trabalho, essa discussão é crucial, especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs), onde a proximidade entre gestores e funcionários pode ser uma vantagem na criação de um ambiente de apoio.
Burnout: Um Mal que Ataca a Produtividade
A Síndrome de Burnout é um dos problemas de saúde mental mais comuns no mundo corporativo. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o burnout como um fenômeno ocupacional, fruto do estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Ele não é apenas cansaço; é uma exaustão extrema que afeta a saúde física e mental, resultando em:
Exaustão emocional: sentimento de esgotamento e falta de energia.
Despersonalização: atitudes negativas, cínicas ou distantes em relação ao trabalho e aos colegas.
Baixa realização profissional: sensação de ineficácia e falta de conquistas no trabalho.
Embora não existam dados específicos sobre burnout em pequenas empresas, uma pesquisa da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) de 2023 mostrou que cerca de 32% dos profissionais já sofrem ou irão sofrer de burnout em algum momento.
Nas PMEs, a pressão por resultados e a falta de mão de obra podem levar os colaboradores a assumirem múltiplas funções, trabalhando sob constante estresse. O pequeno empresário, por sua vez, muitas vezes centraliza as decisões e pode ter dificuldade em delegar, aumentando a sobrecarga de todos.
O Papel do Empresário na Prevenção
Muitos gestores de pequenas empresas se questionam sobre como lidar com o tema sem um setor de RH. A resposta é simples e humana: empatia e atenção.
1. Aja antes que o problema se instale: Crie uma cultura de abertura. Em reuniões ou conversas informais, pergunte genuinamente como seus colaboradores estão se sentindo. Pequenos gestos, como horários flexíveis em dias de consulta médica ou a possibilidade de pausas para descanso, mostram que você se importa.
2. Treine seu olhar: Fique atento a mudanças de comportamento. Um funcionário que sempre foi pontual e produtivo, de repente, começa a faltar, se isolar ou demonstrar irritabilidade. Esses podem ser sinais de que algo não vai bem.
3. Promova a desconexão: Incentive seus funcionários a tirarem férias e a desligarem-se do trabalho. Mensagens ou cobranças fora do expediente devem ser evitadas ao máximo.
4. Invista em bem-estar: Não precisa de um grande orçamento. Oferecer um café da manhã coletivo uma vez por semana, promover um momento de alongamento no meio do dia ou simplesmente reconhecer publicamente o esforço da equipe já faz uma enorme diferença.
5. Seja um exemplo: O empresário precisa dar o exemplo. É impossível cobrar um ambiente saudável se você mesmo trabalha 14 horas por dia e não tira férias.
Ainda que o foco do Setembro Amarelo seja a prevenção do suicídio, ele serve como um lembrete para que todos nós, no ambiente de trabalho e fora dele, fiquemos atentos aos sinais de sofrimento mental. Promover um ambiente de trabalho saudável não é apenas uma atitude humana; é também uma estratégia de negócio inteligente, que resulta em colaboradores mais engajados, criativos e produtivos.
TBRWEB