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Retornaremos nossas atividades no dia 08 de Janeiro de 2024
Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro.
Boas Festas e um Próspero Ano Novo.
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A busca por estabilidade e proteção social continua orientando as escolhas dos trabalhadores brasileiros. Mesmo diante do avanço de novas formas de ocupação, como os serviços mediados por aplicativos, o emprego com carteira assinada permanece no topo das preferências. É o que revela a 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada nesta sexta-feira (10/4) pela Confederação Nacional da Indústria.
De acordo com o levantamento, 36,3% dos brasileiros ocupados que procuraram trabalho no mês anterior à pesquisa apontaram o vínculo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a alternativa mais atraente. O dado reforça a percepção de que benefícios como férias remuneradas, 13º salário e acesso à seguridade social ainda exercem forte apelo.
Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, o cenário reflete uma combinação entre tradição e necessidade. Segundo ela, ainda que o mercado venha passando por transformações, a segurança oferecida pelo emprego formal segue sendo determinante para grande parte da população.
“Apesar de novas modalidades de trabalho estarem crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em um contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, afirmou.
Na sequência da preferência aparecem o trabalho autônomo (18,7%) e o emprego informal (12,3%). Modalidades mais recentes, como o trabalho por meio de plataformas digitais, foram citadas por 10,3% dos entrevistados, enquanto a abertura do próprio negócio (9,3%) e a atuação como pessoa jurídica (6,6%) aparecem com menor apelo.
O estudo também evidencia um desalinhamento entre expectativas e oportunidades disponíveis. Cerca de 20% dos entrevistados relataram frustração por não encontrarem vagas consideradas atrativas, o que aponta para desafios na qualidade e adequação das ofertas no mercado.
Jovens priorizam estabilidade
A preferência pelo emprego formal é ainda mais acentuada entre os mais jovens. Entre brasileiros de 25 a 34 anos, 41,4% indicaram a carteira assinada como opção ideal. Já na faixa de 16 a 24 anos, o índice alcança 38,1%, ambos acima da média geral.
A tendência, segundo Perdigão, está associada ao momento de construção da trajetória profissional. No início da carreira, a previsibilidade de renda e os direitos trabalhistas funcionam como base para planejamento de vida e crescimento profissional.
Apesar da visibilidade crescente, o trabalho por aplicativos ainda é visto, majoritariamente, como fonte complementar de renda. Apenas 30% dos entrevistados que demonstraram interesse nesse tipo de atividade afirmaram considerá-la como principal meio de sustento. Para os demais, trata-se de uma alternativa temporária ou secundária.
Alta satisfação e baixa mobilidade
Outro dado que chama atenção é o nível elevado de satisfação com o emprego atual. Segundo a pesquisa, 95% dos trabalhadores se declaram satisfeitos, sendo 70% muito satisfeitos. Apenas 4,6% demonstraram algum grau de insatisfação.
Esse cenário ajuda a explicar a baixa movimentação no mercado. Apenas 20% dos ocupados buscaram uma nova oportunidade no período analisado. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a proporção chega a 35%, refletindo maior inquietação e busca por melhores condições. Já entre os trabalhadores com mais de 60 anos, o índice cai para 6%.
O tempo de permanência no emprego também influencia o comportamento. Entre aqueles com menos de um ano na função atual, 36,7% procuraram outra colocação. Por outro lado, apenas 9% dos que estão há mais de cinco anos no mesmo trabalho demonstraram interesse em mudar.
A pesquisa foi realizada pela Nexus, com 2.008 entrevistas em todas as unidades da federação, entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025. Foram ouvidas pessoas a partir de 16 anos, compondo um retrato amplo das percepções sobre o mercado de trabalho no país.
Fonte: correiobraziliense
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